Infecções de repetição na infância são comuns, mas não devem ser consideradas normais.
Otites, sinusites, amigdalites ou gripes frequentes podem indicar que o organismo da criança ainda não está conseguindo responder de forma equilibrada.
Na prática clínica, mais do que tratar cada episódio isoladamente, é importante olhar para o funcionamento do organismo como um todo.
O que pode estar por trás das infecções frequentes?
Segundo Rüdiger Dahlke, autor do livro “A Doença Como Caminho” (que aborda uma visão psicossomática sobre as doenças), o processo infeccioso é uma ‘guerra’ no organismo. Ocorre quando uma força de ‘agentes inimigos’ (vírus, bactérias, etc) é combatida pelo sistema de imunidade do corpo. E essa guerra não é apenas física, ela também estaria sendo vivida internamente, em um plano simbólico, pelo paciente.
A palavra ‘inflamação’ também contém em si a palavra “chama”, mostrando um significado profundo de que algo pode ‘explodir’, não só à nível físico como psíquico. Quando o conflito não é vivido de forma consciente (por um processo de repressão, por exemplo, de não poder sentir medo, não poder chorar, gritar) ele passa ao plano físico e se manifesta sob a forma de uma ‘inflamação’.
Segundo Dahlke, toda infecção é um conflito materializado: “O confronto que se evitou na mente (com todos os seus perigos e dores) desenrola-se no corpo sob a forma de inflamação.”
Como isso explica a infecção em bebês?
Dentro ainda na abordagem psicossomática, infecções recorrentes em bebês podem estar refletindo conflitos dos pais, em especial, da mãe.
Dessa forma, manter os ambientes esterilizados e não permitir que a criança entre em contato com outras crianças ou se suje, não é uma abordagem inteligente para ajudar a criança a construir imunidade e se livrar de infecções.
O local da infecção pode significar a natureza do conflito
O órgão onde a infecção se dá de forma recorrente atinge o que se chama na Homeopatia de órgão de choque. Este é um órgão que simbolicamente reflete o conflito vivenciado pelo paciente.
Sob este ponto de vista, retirar o órgão que têm infecções recorrentes, como as amígdalas por exemplo, é algo extremamente perigoso, pois se tira uma via de inflamação, de expressão do conflito, e o organismo seguirá buscando vias de expressão se o conflito interno não for resolvido. E isso pode ocasionar que a inflamação vá para órgãos mais nobres e internos, podendo chegar a processos crônicos e mais prejudiciais à vida.
Como exemplo disso podemos citar uma criança com muitas infecções de repetição tratadas apenas com remédios convencionais que um dia desenvolve asma.
Supressão do sintoma não é igual à cura
Se sente uma vitória transitória após a eliminação do sintoma, mas a saúde como um todo se verá enfraquecida após uma eliminação química dos sintomas.
No momento em que se retira essa via física de expressão do conflito (por exemplo com cirurgias ou uso recorrente de corticóides), o conflito pode se instaurar na mente, causando debilidade mental de fato e não liberação da energia do conflito. E isso pode estar relacionado ao grande aumento de TDAH, autismo, depressão e ansiedade em crianças nos dias de hoje.
“O corpo é a expressão visível da consciência, tal como uma casa é a expressão visível da ideia do arquitecto. Ideia e manifestação estão em correspondência, tal como o positivo e o negativo de uma fotografia, sem todavia serem a mesma coisa. Cada parte e cada órgão do corpo correspondem a uma zona específica da psique, bem como a uma emoção e problemática específicas (a fisionomia, a bioenergética e a psicomas-sagem baseiam-se nas referidas correspondências).” Rüdiger Dahlke em A Doença como Caminho
Outros pontos que podem ser avaliados
São os padrões de cada criança. A Homeopatia reconhece eles e busca fortalecer cada individualidade.
Cada criança tem um padrão próprio, mas alguns fatores são comuns:
- imaturidade do sistema imunológico
- uso repetido de antibióticos
- histórico de alergias
- prematuridade
- alterações no sono e na alimentação
- alterações emocionais negligenciadas
- afastamento dos pais, sensação de insegurança
Quando isso não é avaliado e tratado, a criança entra em um ciclo de repetição.
O problema não é só a infecção
A infecção é apenas uma manifestação.
O ponto central é entender: por que o corpo está reagindo dessa forma?
O tratamento, então, deixa de ser apenas “resolver o episódio” e passa a ser organizar o funcionamento do indivíduo.
Um cuidado mais individualizado
Na Homeopatia, o objetivo é fortalecer o organismo da criança para que ele consiga responder melhor.
Isso pode incluir:
- avaliação do histórico completo
- suporte ao sistema imunológico
- abordagem de alergias
- uso de homeopatia
Quando procurar ajuda?
Se a criança:
- adoece com muita frequência
- usa antibióticos repetidamente
- não se recupera completamente entre episódios, ficando com ‘rinite’, aumento de amígdalas, adenóides, tosse persistente
Não deixe que seu filho se exponha tanto à substâncias químicas dos remédios.
Saiba que existem alternativas e soluções mais naturais.
A Homeopatia e a Medicina Integrativa não ‘reprimem’ sintomas, nem apenas tratam o corpo. Elas ajudam a criança a superar seus conflitos. E, quando um conflito é superado de forma real, a criança amadurece de forma saudável física e psicologicamente.
Busque uma avaliação mais aprofundada.
📍 Atendimento em Lajeado e Santa Cruz do Sul
💻 Consultas online disponíveis
👩⚕️ Dra. Sofia Bittencourt – Medicina integrativa e homeopatia